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05/08/2018



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País não está pronto para uma 
'sociedade de idosos', diz especialista

...leia entrevista:

Maria Liz Cunha de Oliveira,
enfermeira e professora do mestrado em gerontologia da 
Universidade Católica de Brasília (UCB) 
(Foto: Rodrigo Eneas/UCB )
Maria Liz Cunha é professora de gerontologia, área que estuda o processo de envelhecerEm 2060, Brasil terá 25% de idosos; no DF, serão dois idosos para cada jovem.


Em 2060, o Brasil projetado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve se parecer mais com um episódio de "Supergatas" ("Golden girls", no original) que com o futurismo dos "Jetsons".

O leitor que é novo demais para pegar essas referências, inclusive, deve ficar de olho: daqui a quatro décadas, 1 em cada 4 brasileiros será do time da "melhor idade", com mais de 65 anos. No DF, segundo o IBGE, serão dois idosos para cada jovem.

O cenário é similar ao que já existe em países como Itália e Japão – e os desafios enfrentados nesses locais dão alguma dica do que vem por aí. 

Para entender o fenômeno, o G1 conversou com a enfermeira e professora do mestrado em gerontologia da Universidade Católica de Brasília (UCB) Maria Liz Cunha de Oliveira.


A gerontologia estuda, justamente, o processo de envelhecimento humanoNa entrevista, Maria Liz foi categórica: o Brasil e o Distrito Federal, hoje, não estão preparados para essa sociedade de idosos.


"A sociedade não é complacente, e o idoso não se vê como idoso", indica Maria Liz. No bate-papo com o G1, a professora falou sobre:


a adequação dos espaços públicos;o papel da família e do planejamento nas próximas décadas;como driblar a depressão e o isolamento na velhice;como resolver a inservação do idoso no mercado de trabalho;as diferenças entre a velhice de homens e mulheres;como envelhecer bem.

Confira,
a entrevista:


G1: As projeções do IBGE indicam que, em 2060, o DF terá dois idosos para cada jovem. A tendência é a mesma em todo o país, com rapidez maior ou menor. Estamos preparados para essa inversão na pirâmide etária?

Maria Liz Cunha de Oliveira: O Brasil tinha, como jargão, ser "o país do jovem". A gente não se preparou para esse envelhecimento tão rápido, já nas próximas décadas. O idoso vem tendo muitas perdas, até nas políticas públicas, e não há preocupação com o envelhecimento solitário.

Para saber se estamos preparados, basta olhar ao redor. Nós somos uma capital que não tem uma única instituição de longa permanência do governo. Todas são filantrópicas, ou ligadas a religiões. Elas recebem verba do governo, claro, mas o GDF mesmo só tem hospitais. Não existe um lugar digno, construído para isso, com estrutura ideal.

O DF não tem instituição pública para tratar jovens e idosos dependentes químicos
A gente se cala sobre isso, mas no DF há um índice imenso de suicídios no Lago Sul e em Ceilândia. Ceilândia é a região mais populosa, e o Lago Sul, a região com o maior número de idosos que têm recursos financeiros. Qual o motivo? A solidão, né. Se você vai ao Liberty Mall, nas sessões de filme de arte, ou ao Brasília Shopping, estão lotados de idosos em busca de convívio social.

G1: Além do aumento populacional, é esperado que o perfil desse idoso também mude nas próximas décadas. Já existem esforços para desmistificar essa imagem do senhorzinho encurvado, de bengala, da vovó que faz crochê... Seremos idosos mais 'jovens'?

Maria Liz: Para os próximos 30 anos, estamos falando de um idoso ativo, favorecido pela tecnologia médica do último século – vacinas, exames, medicamentos –, mais lúcido, mais protagonista.

Ao mesmo tempo, é um idoso bem mais sozinho, porque a tendência das famílias é não formar mais aquela estrutura tradicional.

Agora, é importante dizer que o idoso não gosta de ser infantilizado. Quando você vai a um encontro de idosos, é o que acontece: 'dança isso, dança aquilo ali'. O idoso de hoje é rockeiro, ele vem do primeiro Rock in Rio.

Ele veio da Janis Joplin, do Jimi Hendrix. É alguém que usava drogas e, provavelmente, continua usando. Ninguém fala da drogadição dos velhos.
Eu costumo dizer sempre: "idoso não é Papai Noel". Se ele era um serial killer, vai continuar sendo, não vai virar anjo. Ele envelheceu a carcaça, mas por dentro ele é a mesma pessoa que era na fase adulta.

G1: E como a gente prepara a cidade para esse idoso?

Maria Liz: Primeiro, é preciso ter espaços voltados para essa população. O idoso nem sempre pode ir a uma academia qualquer, ele precisa de atividades específicas para a tonicidade muscular dele, para o dia a dia. Hoje, sair pelas ruas de Brasília é um suplício, as calçadas não estão preparadas para idosos, como não estão para gestantes, crianças. Você pode morrer por uma queda.

O número de estacionamentos é irregular, há quadras que têm muitas vagas para cadeirantes, e duas para idosos. Poderiam ser vagas híbridas. Esse conforto de estacionar mais perto, por exemplo, não é respeitado porque acham que o idoso já é descartável.

Além de criar transporte público de qualidade, é preciso conscientizar o motorista. Uma das maiores causas de morte de idosos no DF é atropelamento, porque o idoso acha que dá conta de correr, mas não dá. E aí, o motorista também não reduz a velocidade.

A sociedade não é complacente, e o idoso não se vê como idoso. A gente não se identifica com o que vê no espelho, e sim, com o que sente.


G1: Quando a gente fala em 2060, parece um exercício de futurologia. Mas esses idosos que aparecem no estudo são, justamente, nossos jovens de hoje. Como eles podem se preparar para envelhecer?


Maria Liz: Uma das preparações é dentro da própria família. A inclusão dos avós, não só na criação, mas na vida ativa dos netos. A participação do idosos nas festas familiares é uma forma de espelho, de você perceber a existência de alegria naquela vida, mesmo num corpo envelhecido.

O que falta no jovem de hoje é a educação para o respeito, para as diferenças em todos os aspectos. Do idoso, assim como do cadeirante, da travesti. A gente cultua a juventude. Na Grécia, quem era sábio, quem era senador eram os velhos. Hoje, até a política é um espaço de jovens, cada vez mais.

Se a família está esfacelada, o que sobra para o idoso? As escolas, por exemplo. Você precisa aprender como ser idoso, se preparar para isso, mas nosso país não tem essa cultura de planejamento. Isso vai desde a aposentadoria, que hoje não é só governamental, até os hábitos atuais para evitar doenças como diabetes e hipertensão.

G1: Como achar o meio-termo para que o idoso tenha serviços voltados para as necessidades dele e, ao mesmo tempo, não fique isolado da família, convivendo apenas com outros idosos?

Maria Liz: Como não existe um movimento da sociedade para que isso aconteça, os idosos que têm algum poder aquisitivo fazem o que podem para se manter integrados. Se você puxar papo com um idoso na rua, numa fila, aquilo automaticamente vira uma longa conversa. Ele, em geral, está muito solitário.

Essa circulação em espaço público já favorece a integração. Mas aqui em Brasília, a gente não tem centros desse tipo, então as pessoas acabam recorrendo aos shoppings. 
Em Manaus, existe um centro de idosos impressionante. Aqui, novamente, só temos hospitais.

Se você for aos centros comunitários para o idoso aqui no DF, dá pena. 
Estão caindo aos pedaços, com aparelhos velhos.

Os idosos se reúnem pra fazer 
crochê
conversar 

dançar. 
Fora daqui, há 
espaços com salas de leitura, 
de cinema. 
No DF, a gente não olha 
pra essa questão do envelhecimento.

G1: Um dos primeiros fatores anulados na velhice, geralmente, é a vida afetiva e sexual
A senhora acha que o tabu tende a ficar para trás?


Maria Liz: O tabu é muito arraigado porque nossa sociedade é machistaA longevidade é, principalmente, femininaE existe uma questão patrimonialem que os filhos não querem o envolvimento do idoso porque não querem uma divisão maior dos bens.


É uma questão egoísta, 
que acaba prendendo o idoso 
onde ele não quer estar. 
A sexualidade é uma chama de vida, 
um jeito de você se expor no mundo. 
Isso é a sexualidade, 
é a autoestima da pessoa.
E aí, você obrigatoriamente tem que ser 
a avó,
a Dona Benta lá de trás. 
Essa avó é boicotada pelos próprios filhos, 
que não aprovam o relacionamento, 
e acaba se retraindo, se deprimindo. 
A sexualidade do idoso existe
o carinho existe. 
Somos seres sociais, isso não muda na velhice.

G1: A senhora falou em depressão, e hoje essa é uma preocupação compartilhada entre os jovens, os chamados "millenials", e os idosos. Como acreditar que uma juventude ansiosa e depressiva se transformará em uma velhice com saúde mental? Há saída para esse cenário?

Maria Liz: Enquanto há vida, há saídas. Esse jovem de hoje está deprimido pela falta de perspectiva. Quando a gente chega na fase idosa, é um outro cenário também sem perspectiva. Vira uma espera da morte.

O que tem que ser repactuado – ou nem isso, porque os pactos já existem – é o uso dos espaços. De novo: no Plano Piloto, o que existe de espaço para idosos são os parques e as Pontos de Encontro Comunitários (PECs). Se chove ou tem sol a pino, não há onde ir.

G1: O envelhecimento também é fator de risco para as doenças degenerativas, como o Alzheimer, o Parkinson e alguns tipos de demência. Os avanços da medicina nos permitem dizer que isso terá sido contornado em 2060?

Maria Liz: Olha, estamos avançando bastante. Temos vários estudos aqui na Universidade Católica, por exemplo, que mostram os impactos na longevidade de uma enzina envolvida no sistema excretor. Faz sentido, porque o que comemos vai desembocar no nosso risco de diabetes, de hipertensão, e assim por diante.

Nos casos de Alzheimer, temos avançado bastante para detectar a influência do estresse, da alimentação, mas isso não é conclusivo ainda. E não é conclusivo porque os estudos sobre o idoso são muito recentes.

A gente estudou muito o homem, depois a criança, depois a mulher e por último o idoso, já no final do século 20. Essa preocupação é sempre ligada à mão de obra. Começou-se a estudar a criança para ter mão de obra barata, essa preocupação com a mortalidade infantil veio por uma questão produtiva.



Teste criado por brasileiros é capaz de diagnosticar Alzheimer em 30 minutos (Foto: Reprodução/TV Globo)


G1: Falando em produtividade, o idoso também está no centro dessa pauta. Com a discussão da reforma da Previdência, estamos vendo esforços para incluir a velhice na atividade produtiva, esticar a idade ativa. Dá pra inserir esse idoso mais longevo na produção sem impor um fardo a ele?

Maria Liz: O preconceito que eu já enfrento, apesar de ser uma idosa jovem, de 63 anos, é assim: o jovem me diz "por que você não se aposenta?", como se eu estivesse tirando a vaga dele.

Isso passa pela compreensão de que a experiência de alguém naquela área o torna sênior naquilo. Se ele quer continuar trabalhando, tem esse direito.
O que não podemos é ser impositivos. Há muitos anos, eu estive em Genebra (Suíça) para um congresso de envelhecimento, e houve uma passeata de mulheres querendo estender a produtividade até os 70 anos. Isso, há 20 anos, quando aqui a nossa idade mínima era de 50 [anos para a aposentadoria feminina].


Maria Liz Cunha de Oliveira, 
enfermeira e professora do mestrado em 
gerontologia da 
Universidade Católica de Brasília (UCB) 
(Foto: Rodrigo Eneas/UCB )



Primeiro, eu nem acredito que a conta [da Previdência] "não feche" por si só, porque há o fator da corrupção. Segundo, acho que o idoso pode, sim, trabalhar até quando quiser. Estender isso é saudável pro idoso e, hoje em dia, ninguém entra no mercado de trabalho tão novinho.

Mas acho que é preciso um escalonamento. Há modos e modos de integrar, mas quando se faz algo para a população como um todo, isso vem como algo obrigatório. Todo mundo é colocado junto. Alguém de 60 anos é idoso pra gente por um motivo: somos ainda subdesenvolvidos. Tiramos milhões da miséria, mas e o resto?

G1: Há um recorte de gênero nesse envelhecimento? Quais são as diferenças desse impacto para homens e mulheres?

Maria Liz: Existem vários fatores que levam a mulher, em média, a viver mais que o homem. Um desses fatores é que, mesmo com a mudança social, ela fica mais no lar, fica menos exposta. Se você vai a um encontro de idosos, encontra dez idosas e um idoso. Os dados do IBGE confirmam essa impressão geral.


Encontro regional de idosos em Itaúna (MG) (Foto: Prefeitura de Itaúna/Divulgação)



Se os dois chegam à velhice, existe uma diferença muito clara. O homem, por exemplo, vai viver a sexualidade quer os filhos queiram, quer não. A mulher é vetada, vai se voltando para dentro de si, se conformando.

Como a sociedade escolheu esteticamente o jovem, o homem idoso que vive essa sexualidade volta os olhos para a mulher jovem. A mulher idosa não deseja, e não está também no alvo do desejo. A mulher idosa é a viúva, ou a mãe solteira e solitária.

Na academia, há outro exemplo. Você vê muitos professores universitários homens, mais idosos, e menos mulheres. O reconhecimento da sapiência, da sabedoria, também é diferenciado. E isso porque a sociedade, a ciência e a história são machistas.

G1: Em 2017, um outro estudo do IBGE constatou que o DF era a unidade da Federação campeã em atividade física: 50,4% dos nossos adultos se exercitam de alguma forma. Mas a pesquisa mostra que o índice despenca na velhice. No país inteiro, só 13% das pessoas com 60 anos ou mais fazem atividade. Como manter esse hábito na velhice?

Maria Liz: O jovem, em geral, faz a atividade física para modelar o corpo, por estética. A saúde é um efeito colateral, e às vezes nem isso, porque se toma tanta coisa, tanta substância, né?

Mas nessa fase, é fundamental para o planejamento da saúde. Se você 'come e dorme', vem a obesidade, e com ela a diabetes e a hipertensão, e com elas o risco cardíaco.



População idosa usa academia popular ao ar livre em Santos (SP) (Foto: Susan Hortas / Prefeitura de Santos)

Agora, não adianta o velho ir para a academia de jovens. Eu, por exemplo, vou a uma academia que só tem gente de 55 anos para lá. Se o idoso vai a uma academia comum, faz um exercício errado e tem dor, ele não volta mais. Não adianta nada.

O exercício é fundamental para o idoso porque mantém a tonicidade muscular e o equilíbrio, que são fundamentais para uma velhice ativa. Agora, o exercício sem acompanhamento é pernicioso. É outro problema dessas academias populares nas ruas. Cadê o profissional para te orientar? Tem uma plaquinha com desenhos, mas será que você está ganhando massa? Está tonificando?

G1: Bom, a gente desfiou um pequeno rosário de desafios para a velhice das próximas décadas. Acho que é justo a gente ajudar as próximas gerações. Algum conselho sobre como envelhecer bem?

Maria Liz: Envelhecer bem é ter muitos amigos, cultivar os amigos. Quando você tem muitos amigos, você não vai na solidão. Acompanhar as mudanças tecnológicas, se inserir enquanto é tempo. Você não "foi" daquele tempo, você "é" desse tempo.

Acompanhar a sociedade e cultivar amigos, porque são esses que vão ficar. Não são os seus filhos, são seus amigos que vão envelhecer com você.
Além disso, fazer trabalho voluntário, que não é uma cultura no nosso país. Tem tempo? Vá a uma instituição de idosos, conviva com eles. Não gosta de velho? Vá a uma outra, de crianças, de cachorros. Tem que participar da sociedade. É obrigatório viver.

Faça uma associação de amigos, vá morar junto, se prepare pra isso. Eu estou fazendo isso com um grupo de amigos, estamos comprando uns apartamentos pequenos no mesmo lugar, cada um na medida de sua capacidade. Quando eu precisar de algo, eles vão estar lá.


Fonte: g1



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19/02/2018

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06/12/2017

Falta de apetite nos idosos 



Opinião
A falta de apetite do idoso está muito relacionada com mudanças fisiológicas decorrentes do envelhecimento, com a perda dos sentidos auditivo, olfativo e gustativo, e também pode estar relacionado com a situação econômica, familiar e social que se encontre o idoso. Tudo isso associado à má alimentação habitual do idoso pode trazer sérias conseqüências á sua saúde.
Geralmente o idoso deixa de comer certos alimentos por acreditar que eles podem fazer mal ou causar indigestão, quando na verdade está deixando de ingerir nutrientes fundamentais para prevenção de doenças e manutenção da saúde.
Os idosos tendem a perder peso a partir dos 70 anos, devido á progressiva perda de massa óssea e massa muscular. No entanto, o emagrecimento nesta fase da vida pode também estar relacionada a alterações metabólicas como ocorre na diabete sem controle, em doenças digestivas ou intestinais, na moléstia cancerosa, e também em problemas psicológicos.
Os dentes e a gengiva são importantes fatores para a boa ou má alimentação das pessoas. Dificuldades para mastigar devido à presença de cáries, doenças periodontais, próteses inadaptadas, falta de dentes e dentaduras defeituosas ou em precário estado de conservação ajudam a causar a falta de apetite. A refeição deve ser apresentada de forma atrativa e saborosa. Para isso, é importante que os sentidos olfativo e a visão estejam bem apurados. Assim é preciso prestar atenção se o idoso está enxergado direito, se está com o olfato apurado, se está com as papilas gustativas em bom estado. Recomenda-se, uma boa higiene bucal (escovar os dentes e a língua, procurar passar periodicamente um anti-séptico bucal e ir ao dentista com regularidade).
A convivência em família e o convívio social é muito importante para o idoso, pois vai estimular seu apetite, sua memória e afastar a sensação de solidão muito comum entre eles. Outra recomendação é que a alimentação seja variada, mas com moderação e balanceada. Para isso, recomenda-se procurar uma nutricionista para preparar um cardápio adequado para cada um, levando em conta o gosto do idoso e possíveis restrições em casos de diabéticos, por exemplo. A temperatura dos alimentos é muito importante. Eles não devem ser muito quentes nem muito frios, pois podem causar a perda da sensibilidade. O ideal é que o alimento seja servido morno, de preferência na temperatura do corpo (cerca de 37º a 39º) ou na temperatura ambiente para líquidos (água, suco, refrigerante).
Restaurantes por quilo são uma boa opção para os idosos, já que apresentam uma grande variedade de comida e geralmente bons preços.
Ao observar mudanças no hábito alimentar do idoso, procure imediatamente um geriatra que indicará o que pode ser feito para melhor o seu apetite e eventualmente tratar o paciente, no caso de uma doença.

fonte:   medicinageriatrica 

13/11/2006 Por: Prof. Dr. Armando Miguel Jr


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14/11/2017



Mãe de 98 (noventa e oito ) de idade anos se muda para asilo para cuidar de filho de 80 (oitenta) anos de idade

Ada Keating queria ficar mais próxima para cuidar do filho
   




Mãe de 98 anos se muda para asilo para cuidar de filho de 80 - Reprodução/redes sociais



REINO UNIDO — Uma mulher de 98 anos tomou uma atitude inesperada em Liverpool, na Inglaterra, para cuidar de seu filho, de 80. Para ficar mais próxima, Ada Keating se mudou para o asilo em que Tom Keating mora na cidade britânica.

Tom nunca se casou e sempre morou com a mãe. Aos 80 anos e precisando de cuidado para os afazeres diários, ele se mudou para a casa de repouso Moss View, em 2016. Cerca de um ano depois, a mãe, Ada, decidiu se mudar para o asilo para cuidar dele.

"Eu dou boa noite para Tom no quarto dele todas as noites. Depois, vou e dou bom dia e digo que vou descer para o café da manhã", contou a mãe para o jornal Liverpool Echo.








Mãe queria ficar mais próxima para cuidar do filho - Reprodução/Redes sociais



O filho afirmou aos jornais britânicos que a equipe da casa de repouso é muito boa e ele fica feliz em ver a mãe mais vezes agora que ela mora lá.

"Ela é muito boa cuidando de mim. Às vezes ela diz 'comporte-se!'", conta o filho.

Ada teve quatro filhos: Tom, Barbara, Margi e Janet. Os familiares de Tom e Ada visitam o asilo regularmente. A neta de Ada disse que não há separação para eles: "É reconfortante para nós que eles cuidam um do outro 24 horas por dia", diz.

fonte:  oglobo 




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01/07/2017

Espírito Santo - ES TV 1ª Edição - , foi até a casa de repouso, em Vila Velha/ES, nobairro Araçás, aonde se encontra a casa de repouso para idosos 
       "Aconchego"!!!


  Confiram ▼

Raspando a panela: aprenda a receita do bolo de milho 





- G1 Espírito Santo - ESTV 1ª Edição -






Raspando a panela: aprenda a receita do bolo de milho - G1 



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18/02/2016

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13/12/2015






Dúvidas frequentes sobre Clínicas de Repouso para Idosos

Sabemos das dificuldades, principalmente emocionais, que norteiam a decisão de internar ou não um familiar idoso em uma clínica de repouso ou casa de repouso para idosos que necessita de cuidados especiais. Medos e duvidas se confundem, nos levando a questionar se a atitude a ser tomada será a mais correta para a qualidade de vida do idoso e seus familiares. A titulo de orientação básica, a equipe do CIAI responde as duvidas mais comuns que ocorrem entre os familiares. Os profissionais do CIAI estão à disposição para o esclarecimento de dúvidas através de contato telefônico ou agendamento de visita.

A decisão de internar uma pessoa em uma clinica de repouso deve ser da família, do idoso caso ele tenha condições, ou em conjunto?

Preferencialmente, a decisão deve ser tomada em conjunto oferecendo ao idoso a possibilidade de escolher ou não ir para aclinica de repouso ou casa de repouso para terceira idade. Porem, em caso de impossibilidade devido a condições clínicas, cabe à família tomar a decisão.

Quais os níveis de dependência que normalmente requerem internação?

Aqueles que impedem o idoso desempenhar suas funções de forma independente e segura e quando seus familiares não tenham condições de proporcionar cuidados profissionais específicos.

Normalmente, um idoso com grave dependência será melhor cuidado em uma clínica de repouso ou em casa?

Sem duvida, em uma clínica de repouso, onde o idoso terá também uma clínica geriátrica a sua disposição, uma equipe médica e de cuidados especializados durante 24 horas, fator determinante para uma boa reabilitação.

Em relação aos custos, um idoso com grave dependência gera mais gastos sendo tratado em casa ou em clínicas de repouso?

Acreditamos que os custos serão maiores em casa, local que exige investimentos elevados com equipamentos, serviços especializados, cuidado integral, além de adaptação do ambiente, fato que pode significar uma grande reforma dependendo da necessidade do paciente. A maioria destes serviços está incluída na mensalidade das clínicas de repouso que também se encarregam dos cuidados da parte de hotelaria.

O idoso se sente mais seguro e amparado quando tratado em uma clínica de repouso ou em casa? Por quê?

Devido aos cuidados específicos que os idosos demandam, asclínicas de repouso ou casa de repouso especializadas são as melhores opções de cuidado, oferecendo um ambiente profissional, humanizado e acolhedor que proporciona ao paciente uma maior sensação de segurança e bem estar.

É difícil o processo de adaptação em uma clinica de repouso? É importante a presença periódica da família para uma melhor adaptação?

Isso varia de idoso para idoso. È comum um estranhamento inicial, porém nem sempre a presença constante dos familiares fará com que a adaptação seja suficientemente boa. De forma geral, um planejamento interdisciplinar é capaz de definir os cuidados iniciais mais adequados para o idoso.

O que a família pode fazer para contribuir para uma melhor adaptação do idoso?

É importante a família estar presente sem, no entanto, interferir no plano terapêutico e clinico traçado para o idoso.

Quais as dicas para a família escolher uma clínica de repouso idônea e confiável?

Obter informações quanto à regularização nos órgãos competentes, procurar referencias em relação à equipe médica responsável, observar a infra-estrutura disponível e capacidade de atendimento dos diversos níveis de cuidados e necessidades do idoso.

Quais as perguntas-chave que a família deve fazer ao visitar as clínicas de repouso?

  • Quais profissionais compõem a equipe médica?
  • Qual a rotina proposta ao idoso?
  • Quais as atividades oferecidas?
  • Como é realizada a avaliação clínica?
  • Em caso de emergências, qual suporte oferecido pela clínica?
  • Quais especialidades compõem o quadro técnico da clínica?
  • A clinica possui convênios com quais tipos de serviços? (remoção médica, com outros profissionais de saúde, cuidados especializados).

Durante as visitas para conhecer instalações, quais detalhes devem ser observados?

Os principais detalhes a serem observados são a limpeza e cuidados dos dormitórios onde os idosos residem, os ambientes de convívio coletivo, se possuem instalações que seguem normas de acessibilidade, a aparência dos residentes em relação aos cuidados pessoais, além dos procedimentos médicos e terapêuticos praticados.

As famílias devem conversar com internos e seus familiares para colher mais informações sobre a clínica de repouso?

Sem duvida, a conversa com internos e seus familiares é outra excelente opção para a obtenção de informações adicionais.

Quais as atividades/serviços básicos que toda clínica de repouso de qualidade deve oferecer?

Locais de transito pessoal e coletivo dotados de acessibilidade, uma rotina composta  de atividades que visem o bem estar biopsicosocial dos idosos (atividades físicas,  estimulação cognitiva, inserção social, lazer, etc), serviços para cuidado pessoais e de beleza (dentistas, manicure, podólogo, cabeleireiro, etc), cardápios e dietas elaborados por nutricionista adequados para diferentes necessidades e faixas etárias.

Qual a melhor maneira de saber se o idoso tem recebido bom tratamento na clínica de repouso onde esta internado?

A melhor forma de saber sobre o tratamento deste idoso é a participação familiar cotidiana, observando o estado físico e emocional e a aparência do paciente, além de procurar sempre orientação e informações sobre as condutas clínicas adotadas.

fonte: ciai





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